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Origens: "A Fazenda da Mata"

O berço da família Guimarães Tolentino é a Fazenda da Mata. Quinca Barão (Joaquim da Silva Guimarães) e Mingote (Domingos da Silva Guimarães), dois irmãos, constituem o tronco de uma das mais importantes famílias de Cláudio. Ao Quinca Barão deve o Município os seus primeiros grandes benefícios, como luz elétrica, ligação ferroviária, telefônica e início da educação escolar, e a seu irmão, iniciativas no setor da agropecuária.

A família Tolentino uniu-se a família Guimarães, por intermédio de Quinto Alves Tolentino, que aqui se casou com dona Maria Guimarães Tolentino (dona Quita), em 8 de dezembro de 1914, tornando-se genro de Mingote.

A princípio, quando aconteceu o casamento, Quinto Alves foi morar com dona Quita na Fazenda da Mata. Ele era natural da Freguesia dos Lençóis do Rio Verde, na divisa de Minas e Bahia e representava diversas firmas comerciais do Rio de Janeiro pelo interior de Minas Gerais e outros Estados. Aqui se estabeleceu e constituiu família numerosa, na qual se sobressaem homens públicos como o Dr. Edson Guimarães Tolentino (ministro do Tribunal de Contas da União), Dr. Oswaldo Guimarães Tolentino (ex-deputado estadual), Sr. Múcio Guimarães Tolentino (ex-prefeito de Cláudio), Sr. Quinto Guimarães Tolentino e Domingos Guimarães Tolentino (proprietários rurais).

Com a filha única de Quinto Alves Tolentino — Dona Risoleta Tolentino Neves — casou o Dr. Tancredo Neves, deputado federal, ex-ministro de Estado e ex-presidente da

República, de tradicional família de São João Del Rei.

Sete anos depois da união das famílias, Quinto Alves Tolentino construiu um casarão, na antiga rua Rio de Janeiro, de nº 270, hoje Av. Presidente Tancredo Neves, onde criou a família e morou até o seu falecimento. Ao lado construiu uma casa, onde instalou uma loja de armarinhos e tecidos, utilizando duas grandes portas (onde hoje estão duas janelas próximas), com nome de "A Primavera" que funcionou durante alguns anos. O casarão, onde foi criada grande parte da família Tolentino, inaugurado em 1923, foi destruído por um incêndio em 1964, e hoje é ocupado como adega da Cachaça Mingote.

Dona Quita, que se enviuvou cedo, contou com seus pais para criar a grande família, na Fazenda da Mata, que ela considerava 'um céu aqui na Terra'. A sede é de rara beleza arquitetônica, tendo a valorizá-la os interiores com móveis antigos e numerosas obras de arte — pintura e escultura — tudo obedecendo ao bom gosto e à sensibilidade de Dona Risoleta.