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“As cachaças”
A fabricação de cachaça é tradição da família Guimarães Tolentino e começou com um engenho de rapadura e açúcar mascavo que existia na Fazenda da Mata, adquirida em 1873, por Domingos José da Silva Guimarães, conhecido como Mingote. Interrompida por alguns anos, a produção foi retomada em 1953, quando Múcio Tolentino passou a administrar os alambiques da família. Entre os anos de 1956 e 1958 o produtor iniciou a venda e o fazia de modo particular.
Entre 1959 e 1960, foi criado o rótulo da cachaça Mathusalem, com o número 960 tornando-se seu símbolo maior. Logo em seguida, Múcio fez o registro da cachaça no Ministério da Agricultura e na Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais. No final dos anos 1960 e início da década seguinte, a cachaça foi comercializada em Belo Horizonte, expandindo sua fama e conceito. No final dos anos 1980, a cachaça deixou de ser produzida, restando, ainda hoje, em torno de 15 mil litros, aproximadamente.
Além da Mathusalem, outras marcas foram produzidas e comercializadas na Fazenda da Mata. Foram elas: “Pinga do Paquinha”, “Caninha do Paquinha”, “Caninha do Paca”, “Fazenda da Mata”, “Cachaça Governador” e “Mingote”. Esta última é uma homenagem ao tataravô do governador Aécio Neves, fazendeiro Domingos José da Silva Guimarães, o Mingote. "Essa é uma cachaça pura, envelhecida por cinco anos em barris de amendoim com mais de 50 anos de uso", como relata, o primo do governador, Tancredo Tolentino, atual administrador dos alambiques da família.
Aécio é um entusiasmado com a produção da cachaça nas terras da família. Pelo menos um litro da aguardente ele presenteia diariamente, a amigos, políticos e turistas em visita a Minas Gerais. Em Brasília, já foram vários os políticos agraciados com a autêntica bebida mineira. A maioria recebe um exemplar da Mingote, porque a cachaça Mathusalem está com as unidades contadas.
A cachaça que leva o nome da propriedade, Fazenda da Mata, também está em alta cotação. Já não é mais comercializada, por ter pouquíssima quantidade, sendo esta reservada ao consumo familiar.
A famosa Mathusalem deixou de ser produzida em 1985, logo após o falecimento do presidente Tancredo Neves.
Atualmente são produzidas e comercializadas as seguintes cachaças: Mingote (amendoim 5 anos), Batook (jequitibá 3 anos), Caninha do Paca (jequitibá 3 anos), Azulzinha – Cruzeiro (inox 2 anos), Fazenda da Mata (reserva especial), Cachaça 1113 (inox 2 anos) e Mingote Deca (amendoim 10 anos).
A marca Mingote já foi exportada para a França e tem sido consumida largamente no Brasil. Atualmente, a produção total dessa marca é de 3 mil litros por mês, sendo ela a marca e o carro-chefe do alambique.
Utilizando as instalações da antiga “Casa Queimada”, a família Tolentino dá exemplo de bom gosto e criatividade, transportando para o ambiente urbano todas as características de um alambique, com grandes tonéis de diversas madeiras e ornamentação genuinamente rural. |
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